Depois de 27 anos de uma traumática guerra, onde centenas de pessoas morreram e milhares ficaram mutiladas, Angola pôde comemorar em abril passado seu primeiro ano do Protocolo de Entendimento em clima de alegria e muito otimismo. O evento foi marcado por personalidades ilustres de vários países do mundo que visam ajudar o país na sua reconstrução, pois praticamente foi todo destruído nos longos anos de conflito. Para consolidar a estabilidade política o governo angolano vem cumprindo os compromissos assumidos no Memorando de Entendimento Complementar de Luzaka. Um dos projetos prioritários do governo é concluir o processo de reintegração social dos ex-soldados ou dos refugiados. Outro de igual importância será criar condições para a realização de eleições gerais. Todos temos consciência de que o pós-guerra acarreta problemas e dificuldades e somente o tempo pode apagar traumas, recentimentos
e feridas causadas por quase três décadas de guerra, mesmo que os resultados avancem depressa, a comunidade ainda sofre com as lembranças de um passado sangrento. A fome ainda leva centenas de menores a mendigar pelas ruas da cidade, e a disputarem migalhas, elevando o índice de desnutrição entre
as crianças e adolescentes. A pobreza ainda é fato, e Angola está incluída na lista dos países mais pobres do mundo. Doenças propagam-se com facilidade e segundo a Onuaids, Angola está em segundo lugar em contaminação com o vírus HIV, com 8,5% da sua população contaminada. Muitas pessoas ainda vivem nas matas e quando saem é para morar em tendas. Cerca de 1,7 milhões de refugiados de guerra estão retornando para o país, mas ainda não existem condições e suporte de habitação necessários para os refugiados. A sociedade necessita de ajuda mútua para recuperar e construir escolas e outras infra-estruturas que sirvam à comunidade. A guerra fez com que milhares de pessoas ficassem mutiladas, o governo está trabalhando em projetos de reintegração, mas no país ainda existem mais minas terrestres do que habitantes, e para que esta situação seja revertida é necessário fazer a desminagem, para que os campos possam também servir de assentamento para os refugiados que estão retornando para seu país. A igreja sobreviveu as duras penas aos conflitos. As reuniões são apinhadas, e apesar do desespero e destruição, centenas de milhares têm confiado no Senhor Jesus Cristo. Ore para que este crescimento continue a levar a uma total evangelização do país. A igreja tem crescido, mas muitos ainda vivem traumatizados e revoltados pela perda de seus entes queridos durante os longos anos de conflito. A carência de liderança treinada e piedosa é o problema mais crítico que limita o crescimento da igreja e sua maturidade. Os resultados: muitas lutas entre a liderança, divisões, legalismo em coisas insignificantes, tolerância e aceitação do pecado. Muitos ainda não são livres de todos os aspectos da feitiçaria. O país ainda tem um grande número de feiticeiros e muitos de seus habitantes procuram paz e alegria em religiões contrárias ao Evangelho de Jesus Cristo. Você pode orar pela reconstrução deste país e apoiar os projetos missionários de apoio aos angolanos. A missionária Andréia Siqueira, apoiada por SEMIPA, está com o Projeto AMA Angola, que visa a alfabetização de crianças e adultos. Você pode apoiar este projeto investindo em material para a construção de uma creche-escola, orando, apoiando e divulgando este material, pois assim também poderá participar da reconstrução da Angola, e ver os frutos do trabalho de parceria e apoio aos países carentes de Deus e de apoio social.
Os governantes de vários países estão abraçando a causa da Angola para a reconstrução da nação.
Abrace você também a obra missionária e reconstrua as vidas que estão destruídas pelo pecado. Ore, clame e se possível 'passe' a Angola e ajude-os!

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